quarta-feira, 11 de maio de 2016

RESISTÊNCIA

       

       Crescemos e conosco muitas coisas nos acompanham, dentre vários pensamentos e aprendizados vamos vivendo com o pouco que a vida nos permite sorrir. Talvez esse começo de texto já seja considerado triste e cheio de palavras que demonstra a melancolia de alguém escondido atrás das palavras.
Brega, clichê... Defina como quiser querido leitor. 
           Continuando... Chega um momento da sua vida que talvez pense que tudo tem que mudar, é consequência, as coisas tendem a ter mudanças para o equilíbrio.  Você já tento até sumir, mudou de cidade, nome, cabelo, amigos. Mas sempre sente que ter fugido não resolveu nada, apenas te tornou longe das suas lágrimas. 
          A pequena garotinha com medo ainda está dentro de você, ela adormece às vezes e você pensa que tudo passou. Mas sempre como qualquer coisa adormecida, e não morta, volta. E você já não sabe como lidar, sua fé já não sustenta a angústia e a dor. Você perde o controle.....e descobre como é perder o controle, já que sempre foi tão focada e equilibrada. 
          Nada é fácil, talvez nunca tenha sido. Agora, somente agora tenha realmente crescido e aprendido que a vida é na verdade resumido em uma palavra "RESISTÊNCIA". 

sábado, 19 de março de 2016

A porta

        Ela ia se fechando para o mundo, era quase que uma porta aberta com o tapete no chão escrito "seja bem-vindo". Mas o mundo exigia que ela tomasse uma decisão, colocar uma tranca ou algo que desse mais segurança.
        Se ficamos muito abertos, corremos o risco de sermos invadidos e destruídos aos poucos. E nem temos a oportunidade de desfrutar com a visita um café frasquinho.
    As dores? Ela trocou pela aspirina.
    As decisões? Por viagens.
    Os medos? Guardar-los em um baú.
    Os sentimentos? Mostrar para poucos.
    A timidez? Joga-lá na rua.
    Os desejos? Ah os desejos....saber equilibra-los.

        Ela olhava o mundo agora pela janela. Ali esperando alguém para compartilhar as dores e sofrimentos, e também um macio cookie com leite.



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Acordar e a luz da manhã que entra no quarto mostra um pouco da sua face, que me concentro e logo um sorriso surge no canto da boca. Permaneço ali, paralisada e presa a todas lembranças contigo, que passam na minha mente. 
            Me lembro como te conheci, e cada passo que demos, o que sentia e tudo o que já não acreditava e você sempre soube me mostrar que muitas das vezes algo ruim acontece para que as coisas verdadeiras possam ocorrer nas nossas vidas. O tempo é mero detalhe, ele existe e acaba nos mostrando que cada minuto seu se torna único e sincero a cada dia que se passa, se permitimos isso. 
O universo é tão imenso e profundo, e sabemos disso, não é mesmo minha menina? Quero poder ter a chance de desvenda-lo, cada coisa nova, junta de você....para que seja eu a primeira a ver o seu sorriso de surpresa. Egoísta eu? talvez um pouco, ou seja apenas uma menina presa em seus sonhos e queira dividir eles com alguém. Então você aceita? Aceita viver nesse intenso mar de cores, que não se desfazem e querem colorir os dias?


E ela lia aqueles rabiscos que tinha feito no canto das folhas do fichário em um dia qualquer para alguém que amava....
-Um sorriso surgia.






quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Cidade cinza, azul, mistura

Estrada, trem, metro, sampa.
    Cada rua uma nova face, cidade que esvazia minha noites de encontro por entre os bares, lares dessa cidade. A alegria de poder estar aqui, relembrar o nome de ruas, letreiros e caminhos para chegar em casa e abraçar as fotos nos porta retrato, cada momento que passou uns tempo cá. 
    Nas noites, encontro com os bares e os rostos sinceros, amigos que são como algodões e te fazem sorrir, aqui nessa cidade cinza, onde os becos são os lugares mais frequentados por almas que querem chorar e amar. 
Cidade de sorrisos azuis, reencontros e a mania de reprisar as dores e noites de melancolia.
São Paulo, gosto de estar aqui, gosto de você, mas basta.....adeus.




terça-feira, 29 de setembro de 2015

Desafogo para o Mundo

Desde quando a garota chorona voltou? 
Olhar em volta, perceber um mundo tão doloroso onde é você é julgado por amar e não importa pra onde siga sempre dirão que você não foi forte.
Encontro crianças na multidão e aqueles olhares inocentes, que não apontam o dedo, mas te abraçam. Todos nós já fomos crianças, felizes, aquelas sem pais, aquelas que passaram fome ou aquelas que moraram nas ruas. Mas fomos crianças, e no fundo sabíamos qual era o sentido da vida, o viver no mais sincero brincar no final da tarde.

É, mas toda infância tem um fim e junto dela os dias advindos. 

Continuo a olhar o mundo, e enxergo uma ilusória felicidade que é desenhada pelas faces mais tristes....me sento e "Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.".


Citação do poema "Os Ombros Suportam o Mundo" de Carlos Drummond de Andrade


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Deixe ir (Desabafo)

_ “Deixe ir"

Deparei-me pensando nessa frase, como ela está presente na minha vida e como também nunca foi bem aceita por mim. Já estive em diversos momentos cabisbaixa por conta de ações que me decepcionaram, considerando falta de confiança e amizade, e assim me deixo ser “eivado" pelos sentimentos que me machucam.
Deixar ir embora significa aceitar cada situação como ela é, mas não forçar as coisas, deixando que elas fluam naturalmente. Isso sempre me moveu, deixar que as coisas fluam , sempre é mais saudável.  Não estou dizendo que não devemos lutar pelas coisas, mas perceber e estar atento a até que momento devemos continuar nessa luta.



pessoas tóxicas

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Depois de tanto tempo, pouco tempo (Monólogo)

As coisas mudaram sem a garota perceber. Agora escrevia novos poemas no canto da folha do fichário, e se pegava entretida nos seus pensamentos mais intrínsecos, como costumava ser. Talvez poucas vezes tivesse, por um instante, escultado a voz do vento e da terra, e o que ambos tinham para falar nos últimos tempos.

Exigências, correria, bagunça, tempo exausto.

Palavras assim, sem notória linha de raciocínio se fazia em sua mente, ela compreendia. Talvez ai, a dificuldade em que muitos tinham, em compreende-la.
Amores, beijos, novos abraços e diálogos. 

Futuro que desejava....confuso, embaraço, desembaraço. 

Lágrimas e sorriso, uma garota, uma confusão e sorrisos pelos pequenos e minúsculos detalhes da vida.
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