domingo, 8 de fevereiro de 2015

Vicissitude


Mudanças sempre me fizeram sentir algo estranho e forte no peito. Sabe aquela sensação de leve desespero? Não porque tenha medo do que está por vir, o que pode mudar e com o que terei que me adaptar. Mas aquela sensação de estar indo embora, de deixar os gestos pela casa, a brincadeira pela manhã, a conversa pela noite, os sorrisos e dramas pessoais que aconteciam, os momentos vividos, as músicas ecoadas pelos cantos da casa. As gargalhadas. Não que queira ser dramática, mas coloco tudo isso na mala, os mais engraçados momentos e sorrisos compartilhados. Carrego comigo. 

Quero pegar minha mala e seguir, seguir por novos caminhos, encontrar pessoas e levar comigo aquelas que sempre me fizeram sorrir.
Que não me esqueça de onde vim e para onde pretendo ir. 
Que os amigos permaneçam comigo, e que a distância seja apenas um dos motivos a acreditar em nossa real conexão. 
Que possa compreender que a vida nos oferece oportunidades de conhecer o mundo, de enfrentar desafios e desvendar a força que existe dentro de nós. 
Que quando não der certo os planos possamos ter um plano B ou C.
Que cada passo dado, que cada sonho realizado seja motivo para continuar a sonhar e jamais desistir.
Que a nossa música seja oração para esse mundo cheio de tristeza e sofrimento, e que esse quadro mude. 

E por fim que cada mudança possa nos ensinar que nada se mantém igual, mas sempre em vicissitude. 







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