domingo, 28 de setembro de 2014

Monólogo do Turbilhão

Faz de conta que ela não estava chorando por dentro, pois agora, mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado; ela saíra agora da voracidade de viver.                  Clarice Lispector

Ela se mantinha naquela sala escura a madrugada toda e já amanhecia, próxima da janela se encontrava onde o sol já batia e os pássaros lá fora assobiavam alegremente.
Ela se perguntava a todo momento o que devia fazer(?) Tudo que havia conseguido fazer até aquele momento era manter esse sentimento preso no coração..


Não consigo perdoa-lo tudo o que ele fez não saia de dentro de mim.É um sentimento horrível que mantenho aqui, talvez nunca tenha me sentido por tanto tempo assim com alguém que amo. Porque você fazia isso? Porque machuca as pessoas que amo? Um dia rimos juntos, você compartilhou suas experiências e me ensinou a andar, e agora o que estava fazendo? Está me perdendo.

Ela se mantinha naquele turbilhão de pensamentos, naquela sala, naquele quadrado...
Parava, e enquanto olhava pela janela, observava que o mundo lá fora permanecia vivo. Os pássaros voavam, o vento soprava e ela se mantinha lá dentro e não conseguia sair.
 Um momento ela se sentiu cansada, e seu corpo já não aguentava as horas mal dormidas, e acabou que adormecendo ali mesmo. O sol se mantinha lá fora brilhando, talvez quando ela acordasse resolvesse sair daquele lugar e ir em busca de ser mais feliz, ser grata a vida pelo que tinha conquistado até ali. Quando o despertador tocou, ela optou por dormir alguns minutos a mais.






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