sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

For all the joy that is to come


"For all the air that's in your lungs
For all the joy that is to come
For all the things that you're alive to feel"


Quantas vezes você parou e pensou em tudo que sonhou um dia, lutou e trabalhou para dar certo. E  no fim nada mudou, tudo constantemente igual, sem mudanças, a mesma coisa. 
Chorou, lagrimas caíram do seu rosto, o sono era seu melhor conforto. As coisas nem sempre acontecem do jeito que gostaríamos, nem tudo você pode mudar sozinho, precisa da outra parte. 
Mas você vive, você é livre para escolher, você sorri, você tem pessoas incríveis ao seu lado, você conquistou muitas coisas nesse tempo. Você precisa seguir, precisa continuar seu caminho, e te direi que nem todas as pessoas se esforçarão para estar com você, muitas já foram e  muitas irão. Valorize quem está com você, não precisa estar perto, mas que você sabe que é amigo de verdade.


Continue a seguir seu caminho, cheios de sonhos a serem conquistados, pessoas a conhecer, lugares novos, cheiros e intensidades do calor do sol a serem sentidos. Você sabe que tem potencial, e que nada pode te impedir de seguir em frente. 

Até hoje uma das metas foi nunca deixar de viver do seu jeito, não perder tempo, não deixar de se esforçar pelo que quer, e que tudo o que conquistou de alguma forma ajude os outros.
Sim, seja grata a vida por ter coragem, por poder ter amigos, poder confiar e compartilhar momentos. Esta vida é muito curta, uma estádia aqui. Que possa fazer o bem aos outros e jamais desistir de um mundo melhor. É possível! Sei que as vezes fica cansada, mas tem amigos que te mostram que não está sozinha.

Por toda a alegria que está por vir, por os novos sonhos listados no caderno, pelos abraços apertados e verdadeiros, pelas palavras que foram ditas, pela vida que é linda e tudo que ainda que está por vir!

Agradeço a todos amigos que encontrei e os que permaneceram até aqui. Por todos os momentos vividos e ensinamentos dados. 







terça-feira, 23 de dezembro de 2014

TAG: DOENÇAS LITERÁRIAS

Fui marcada pelo blog Chaleira Literária(http://chaleiraliteraria.blogspot.com.br/) a fazer a TAG: DOENÇAS LITERÁRIAS. 
E quem nunca teve alguma? uma dor de cabeça por causa de um livro, um enjoo no estomago ou simplesmente uma febre depois de um final trágico?


Diabetes: um livro muito doce





Como não usar esse livro nessa doença? O que Você Faria com uma Carta que Mudasse Tudo? É isso que o livro nos questiona no inicio. Aqueles que sabem o valor de uma carta e de como tudo pode mudar por meio dela sabe do que estou falando. Esse livro me fez vomitar arco íris de doce que é.


Catapora: um livro que você pegou pra ler e nunca mais vai pegar de novo.





Oooo livro enrolado viu? No começo fiquei ansiosa pois o drama e todo decorrer da história estava legal, fora que aprendia algumas palavras em Alemão pelo livro. Mas no meio do livro não aguentava mais a enrolação do escritor. Em compensação o filme ficou muito bom.

 Li até o final e encaixo ele nessa doença que não quero nunca mais pegar, fiquei muito mau.


Ciclo Menstrual (Não se caracteriza como doença, e sim como um processo natural feminino): Um livro que você relê constantemente.


Ainda não tem nenhum que leia assim descontroladamente, mas acredito que encaixaria novamente "Um dia" pois gosto de reler trechos do livro. 


Gripe: Um livro que se espalhou como vírus.



Esse livro foi um dos poucos que li sendo febre no país. Livro bom, emocionante, porém tenho algumas criticas em relação a ele. 


Asma: um livro que tirou seu fôlego.



Um dos livros mais lindos que já li, e foi o que me fez dar muitos suspiros. 

Insônia: um livro que tirou seu sono.



Esse foi o livro que não me deixou dormir , uma distopia intrigante e emocionante. Horas e horas rolando na cama para ver se o sono vinha, enquanto o livro invadia meus pensamentos.


Amnésia: um livro que você leu, mas não se lembra muito bem.

Vale não lembrar o nome do livro? 
Sei que a história se passava na biblioteca, com diversos assassinatos e não lembro o final, muito menos o nome do livro. haha


Doenças de viagem: um livro que te leva pra outra época/mundo/lugar.



Não poderia deixar de citar um livro da "Rainha do Crime". "O Mistério do trem azul" foi um dos últimos livros que li da Agatha e que me levou para a Costa Azul, litoral sul da França e Montecarlo. XD



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

E os fins vão chegando

E o fim de ano vai se aproximando.....

Fico aqui a pensar em como esse ano passou rápido, em cada sonho conquistado e os novos que estão sendo idealizados. 
Você no começo fez promessas, anotou no seu caderno o que queria realizar
esse ano, em cada passo que iria dar. 

Conseguiu realizar tudo? Eu não. 
Os fins vão chegando, decisões a serem tomadas, agora tem que ser pra valer!

Ou deixa para o ano que vem? Melhor, melhor mesmo.

Você acreditou que as pessoas que conheceu iriam ficar por perto, que os laços não se romperiam....Não foi assim né? Olha tenho que te dizer que isso é bom. Tenho certeza que alguns ficaram e mostraram o quanto merecem sua amizade sincera. 
E os que foram te fizeram amadurecer. Agradeça, seja grata a vida por tudo que tens hoje.

Você pensou que o fardo dos problemas mais antigos não existiriam mais se fosse para longe de tudo e todos. Permaneceram, e você não pôde fazer nada? 
Dói ai dentro, sei bem como é.
Sabe aquele maior sonho que conquistou? Ele  agora te faz dar sorrisos largos.Eu vejo garota, seus olhos dizem isso. 
É bom, fico feliz por você!
Hoje se encontra  com pessoas que cuidam de você, fazendo o que gosta e sonhando continuamente. NUNCA devemos parar de sonhar viu?

Ain coisas de fim de ano.....




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O ballet da chuva


Olho pela janela e as gotas no céu escuro caem elegantemente, a cada gota escorrendo pela janela fixo o meu olhar. Os pés molhados de quem chega sempre correndo e abrindo a porta aceleradamente para não se molhar...

O céu escuro e o vento indeciso que não sabe para onde soprar, as folhas das árvores molhadas e o trovão que ruge constantemente fazendo o mundo silenciar.

As pessoas se escondem em suas casas e olham entre as vidraças. Crianças saem para tomar banho de chuva, e se divertem nos quintais. Enquanto a mãe com a feição preocupada chama seu filho para dentro, para não ficar resfriado.

A chuva vai acabando, e a harmonia vai se tornando lenta e calma. O sereno vai acalentando e acalmando....
Enquanto isso continuo aqui observando tudo e a tomar o meu chá de hortelã.

 Aceita?

Foto: Reprodução


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Refúgio(amigos)

" E quando chorar
Tristeza pra lavar

Num ombro cai metade do sufoco " Tiago Iorc

Quem nunca se sentiu feliz, tão feliz que foi correndo compartilhar com aquele amigo a sua felicidade? E logo mais de um sorriso surgiu?
Quem nunca sentiu-se também sem rumo e com medo? 
Momentos em que um colo, um ombro amigo se tornam únicos e  muita das vezes o seu único refúgio. O silenciar para te escultar e a palavra amiga logo em seguida são o conforto.
E como é bom encontrar-se no abraço certo, aquele que é verdadeiro e se encaixa perfeitamente, onde cai metade do seu sufoco....
Meus amigos são poucos, mas especiais. 



Ps: Os que levo aqui dentro e que com certeza mantém as melhores histórias.





quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A blusa azul

De repente não é mais como antes....

Acordo, olho ao lado na cama, você não se encontra ali.
Sinto falta dos encontros no final da tarde, da enorme dúvida que tínhamos sobre qual filme iriamos assistir, e no final sempre era você quem escolhia.

Dos abraços mais duradouros, e o refúgio que encontrava neles.

Lembra de como a gente gostava de conversar sobre as coisas que nos espantavam no mundo? E o que podíamos fazer para melhorá-lo?

Saudades de observar você quando estava distraído, da sua leitura no final da tarde, e de como gostava quando tínhamos gostos parecidos. 

De repente não sinto mais seu perfume, e já nem me lembro quais eram suas manias.
O tempo vai tirando isso de mim aos poucos, e me desespero aqui dentro. Solução? Nos encontrarmos novamente, mas minha realidade impede que isso aconteça agora. 

Estou ansiosa...Ansiosa para poder me reencontrar na sua camisa azul, aquela que me deixa com os olhos fixos na sua cor, que é imensa e bela como o nosso amor.
Azul como o céu e o mar, uma cor bela, uma cor que me deixa feliz e profundamente centrada em você. A cor que me emociona e me encanta, que tem sempre algo a eternizar na minha memória. 


Como a sua blusa azul, de botões pretos , amassada no final da madrugada.





Foto: tumblr

sábado, 8 de novembro de 2014

O Amor que não damos, por Drummond

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.” 

―Carlos Drummond de Andrade










Dias acinzentados


Acordava aquela hora da tarde, o vento passando pela fresta da janela, uma vontade de ficar na cama e sonhar um pouco mais...

O dia pode estar um pouco nublado, aquele céu manchado e com toques de cinza. Você se sente com frio, sente falta de alguém, daquele abraço e do entrelaçar de

dedos, o pé gelado nas costas.... nos dias de domingo debaixo das cobertas, do sorriso com covinhas dele no quarto escuro.

Talvez você possa estar em dias nublados há um tempo, mas lembre-se que nem sempre é necessário esperar por alguém para trazer o dia ensolarado, mas sim que

você possa permitir que o sol possa nascer e então um dia compartilhar as tardes de verão com alguém.

Os dias frios são estonteantes.

Um livro, um abajur, um violão, uma olhada pelo vidro da janela e uma dose de chá de Hortelã, course!



sábado, 1 de novembro de 2014

Abrir dos olhos e aquele pensamento em você

Trilha sonora: Só agora - Pitty
https://www.youtube.com/watch?v=qTZuLazveyw


Ahhh, aqueles dias em que você acorda e logo cedo sente um vazio dentro de você, uma ausência e logo aquele pensamento instantâneo toma conta da sua mente, sim o pensamento nele. Você não queria, mas todos os dias o primeiro a tomar conta dos seus pensamentos logo após o abrir lento de suas pálpebras é dele. 
Você sorri. 
Pensa que ele poderia estar ali, ter acordado e visto seu despertar e seu sorriso. Sentir o gosto dos seus lábios pela manhã mesmo que fuja e queira escovar os seus dentes.
Ele poderia estar ali e sorrir pra você, aquele sorriso intimo, que só você sabe decifrar. 
Ele já esteve ali....
Você vai pensando em cada detalhe e criando um momento na sua mente, enquanto ainda está na cama novamente de olhos fechados.
Você se desprende daquele sentimento, e levanta num pulo, enquanto o cabelo faz um movimento reprimido naquele balançar.

Ele não quis. 
Ele não estava ali. 
Ele sabe o que você sente por ele.

Você apenas levanta, e as forças retornam. É preciso ser guerreira pra seguir em frente, e você pode garota! 
Ela passa o batom, maquiagem, e solta os cabelos....Sai.

Ele poderia estar ali, e por um segundo pareceu estar......

domingo, 26 de outubro de 2014

Fez aquela mudança

Sempre haverá uma primeira vez. A primeira queda, o primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira palavra dita com carinho...
Quando começamos uma mudança percebemos o quanto de coisas carregamos conosco, são fotos, malas, roupas, cartas, amuletos, recordações e até objetos desnecessários. 
Junto disso tudo vem os planos e a ansiedade de terminar a mudança.
A mudança é como se fosse um quebra-cabeça, os móveis vão saindo da casa, algumas decorações, o papel na geladeira, a bagunça que estava no seu guarda-roupa a blusa que não sabia onde estava, a empolgação e o cansaço no final da tarde...
Olha-se para a casa, as paredes querem falar, quase não se ouve vozes!  A sala já está vazia! As paredes gritam, momentos vividos ali, elas querem dizer....
Olha-se para um canto na sala, que já não tem mais móveis, memórias vem em sua mente, histórias, risadas, sorrisos, gargalhadas, música, café da tarde, conversas, reflexões, estudos, lagartixas, abraços...momentos!!
Acordo desse transe e já não vejo mais nenhum móvel. As paredes silenciam, sorrio. Suspiro, e um sorriso, momentos bons que vão ficar marcados e futuramente relembrados. Fecha a porta.
 Ultimo olhar, e agora ver estrelas.





segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Um pensamento sobre a saudade


Estava a refletir em como as coisas ocorrem em nossa vida, são momentos vividos cheios de alegria e sorrisos, pessoas que marcam bancos no meio da cidade, leves sorrisos, olhares, conversas e receios. Mas depois de um tempo elas se vão, novos caminhos e sorrisos a serem levados e deixados, sonhos a serem conquistados. 

Talvez aquele banco na praça nunca deixará de trazer a nostalgia do desenho do seu rosto e o ar quente que sentia em minha face quando dava gargalhadas e me beijava aos lábios. Uma cidade e um pedaço que ainda faltava nela, naquela praça onde ao meu redor pássaros, árvores, crianças e até um chafariz que nunca havia parado para observar se encontravam ali. Até um ônibus que passava me fazia lembrar das várias viagens que fizemos e como nos divertimos. Apenas não sabia que um dia iria embora e essa ausência existiria aqui dentro de mim.

Quem nunca sentiu falta de alguém? Um amigo, um amor, uma pessoa importante que se foi e deixou pedaços em toda a cidade? Que te faz lembrar de todos os momentos que viveram ali? 

Tenho saudade de quem se foi, de quem eu deixei e até de quem ainda não partiu....



"Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos…"


Vinícius de Moraes


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Lembra-se?

Era primavera, dia frio e as folhas rugiam, o sol brilhava e o vento soprava. Ela estava ali, sentada na praça fazendo uma das coisas que mais gostava, observar a natureza e o que o universo tinha a ensinar.


Estava sentada em um banco simples, de madeira e bem confortável. Aquela praça era viva, havia muitas árvores e uma visão ampla da pequena cidade em que morava Lucy. Passavam pessoas do outro lado da rua, onde se encontravam faces alegres, outras tristes, sorrisos de quem acordou acompanhado, pessoas que sonhavam acordadas, outras preocupadas....Lucy gostava de observar as pessoas. Sim ela era observadora, e também sonhadora. 

Ela admirava a vida e gostava de poder sentir o brilho do sol, não precisava de mais nada, aquele calor intenso e aquela cor ensolarada permitia que ela se sentisse viva.
Deitou-se no banco.
Enquanto admirava a alvorada e tudo o que havia ao seu redor, uma beleza única e mais do que isso, não era como em um quadro onde as paisagens eram paradas, aquilo tudo era vivo, havia movimento. 

Enquanto observava um encontro feliz de um casal de pássaros, se pegou nostálgica. Aquele amor antigo, um garoto que conhecerá quando era mais nova. Ele era da mesma cidade que ela, e talvez ainda morasse lá, ela não sabia. Mas Lucy lembrava dele, o jeito como a observava na alvorada, que a deixava com bochechas avermelhadas. Aquele sorriso, o seu jeito tímido que desviava os olhares repentinos, o seu modo de mexer no cabelo que a encantava e aquele abraço que a fazia sentir-se segura. Por um instante parou e pensou no que havia ocorrido entre os dois, aquele distanciamento.  Não sabia o porquê dele ter se afastado tanto, e de ela ter permitido isso....

O céu já estava azul escuro, e a noite estava se aproximando. Enquanto ela se levantava, aquele pensamento foi se desfazendo por um instante.
Lucy levantou-se  e quando virou-se lá estava ele, de frente para ela, a encarando, era Valetin.Suspiros.
Não foi trocada nenhuma palavra, e ela nem esperava por isso. Decidida já sai dali andando, mas ele foi atrás dela e a puxou pelo braço, não a dando opção, fazendo-a esperar. Ela tremeu e sentir seu coração bater mais rápido. Não esquecerá o quanto ele havia a magoado.
Os dois. Naquela praça.  Um quadro que tinha movimento. Sentimentos envolvidos. 
O céu que estava azul....Nenhuma palavra. 

Mas ele não conseguia encontrar palavras. E ela ainda de costas somente esperava que ele mudasse aquele momento.

O quadro ficava sem movimento, e a sua fotografia permanecerá assim. Duas pessoas, muitos momentos, mágoas e nenhuma palavra....
Não era uma obra moderna a que Helena observava naquele museu, não poderia haver palavras, somente as expressões e os sentimentos.
E Helena já olhava outro quadro ao lado.




sábado, 11 de outubro de 2014

Deixar ir


As vezes é necessário deixar ir..

Deixar ir alguns sentimentos, aqueles que te controlam o tempo todo, te fazem prisioneiro em uma metade que só cabe a você querer preencher.
Deixar ir o medo que te assola por dentro, onde seus sonhos ficam bambos, que te faz pensar em desistir de seguir e enfrentar as realidades desse mundo.
Deixar ir aquele desejo de querer poder estar presente na vida de todas as pessoas, você provavelmente nunca irá conseguir dar atenção, conselhos e estar com todas as pessoas que ama. Não adianta. Então não se apegue, esculte o que aquele amigo que está distante tem a dizer e procure compreende-lo. Ele também não pode estar ao seu lado em todos os momentos.
Deixar ir aquelas pessoas que amou no passado, aqueles sorrisos que logo depois te magoaram, aqueles beijos e as noites acompanhadas por alguém que nunca te valorizou.
Deixe ir as mágoas, aqueles mais antigas, de quem te machucou e nem te pediu desculpas.Não guarde elas, são cores escuras que marcam nosso peito. Deixe ir, perdoe


Deixe ir!!


Querido leitor você deve estar me analisando e pensando o quanto é ousado da minha parte estar escrevendo isso, mas reflita comigo...
Quantas vezes você não permitiu que algo novo entrasse na sua vida porque não deixou ir muitas coisas e pessoas? 
Estou escrevendo isso e percebo que não é fácil. Eu não deixei ir muitas coisas, e mesmo depois de ter mudado de cidade o que fiz foi guarda-as na mala e traze-las comigo, e ainda estão aqui....
Mas fica a critério de cada um de nós nesse universo tão enorme a decisão de deixar ou não ir...
E você? vai deixar ir?


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Gosto, e como gosto

Aquele sorriso, estampado e que ao redor encontrava-se um charme, sua barba. Tudo isso me convencia o quanto sentia sua falta, o quanto havia me esquecido com era bom ouvir o que tinha para falar. Mesmo tão longe sinto um conforto em poder estar contigo.
Aquele seu olhar, garoto e homem ao mesmo instante. Sabe do que eu gosto. Me conhece e sabe a hora que quero um abraço ou me inundar dando risada no canto da sua boca.
Minha inspiração, garoto dos meus sonhos e também chato.
Sabe, o quanto tenho percebido como é bom deixar-se gostar por alguém, não se restringir, pois com você não tenho medo. Pelo contrário, com você consigo abrir minha infinidade de pensamentos, até aqueles mais obscuros.
Gosto do seu olhar, daquele que me deixa sem jeito e me faz desviar os meus deles. Gosto do seu sorriso, que me faz sorrir e saber que está bem e feliz. Gosto da sua barba, que me faz pensar nas nossas loucuras e desejos mais profundos. Gosto do seu abraço que me faz apenas pedir que não vá embora, que fique mais um pouco para que me perca nele. Gosto da sua boca, que me mantém próxima da sua respiração que é quente .
Gosto do garoto que me faz dar gargalhadas, e do homem que me faz sentir o calor que nosso amor nos envolve.

Simples, do que gosto? Gosto de você, e de te estar fazendo rir nesse momento.


Luna S.


domingo, 5 de outubro de 2014

O Guardador de Rebanhos

"Eu nunca guardei rebanhos, 
Mas é como se os guardasse. 
Minha alma é como um pastor, 
Conhece o vento e o sol 
E anda pela mão das Estações 
A seguir e a olhar. 
Toda a paz da Natureza sem gente 
Vem sentar-se a meu lado. 
Mas eu fico triste como um pôr de sol 
Para a nossa imaginação, 
Quando esfria no fundo da planície 
E se sente a noite entrada 
Como uma borboleta pela janela. 
Mas a minha tristeza é sossego 
Porque é natural e justa 
E é o que deve estar na alma 
Quando já pensa que existe 
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso."


Um parte do poema O Guardador de Rebanhos,  Fernando Pessoa


Carta e sorrisos largos


Surpresas sempre me deixam sem jeito, com vontade de correr e abraçar a pessoa amiga, aquela que tem no coração a sensibilidade de saber tirar sorrisos largos, fazer o nosso coração palpitar de alegria.

Mas o que pode ser a surpresa? 

Pode ser um bilhete, uma foto, um desenho deixado na cama, um recado na geladeira,  simples nascer do sol, a lua que surge, o passarinho que assobia, podem ser de muitas formas e dentre elas está a carta. Um lugar livre, onde as palavras saem sem muita teima. 


Abri um pouca a gaveta, como todos os dias, mas naquele dia letras sobressaltavam de um papel. Palavras queriam sair, comecei a ler e logo se formavam as expressões em minha face. Um sorriso largo, pensamento inusitado, gargalhadas e movimentos de afirmação com a cabeça a cada linha lida, e depois disso tudo  lágrimas de felicidades que escorriam . 

Aquela carta carregava as histórias compartilhadas, momentos divertidos entre amigos, noites de conversas e ensinamentos de uma pessoa amiga em que você pode confiar. 
São poucas as pessoas que tem sensibilidade para conceder a oportunidade de fazer sorrisos largos surgirem.
Existe esse mundo tão imenso, com tantas coisas boas a serem feitas, com tantos sorrisos a serem conquistados e amizades para serem mantidas. 

Surpresas, cartas, sorrisos, um pôr do sol a ser contemplado, gargalhadas a serem dadas, amizades a serem feitas, um vento a soar na face, e enfim, ser feliz com tantas surpresas que encontramos nas coisas mais simples da vida!


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Quero mais é viajar


Quero mais é viajar!!

Essa é a frase da qual mais tenho pronunciado com o coração exausto, existe um momento em nossa vida que é necessário ter mais sonhos, mais emoção, pegar a mochila com aquilo que é necessário e sair pelas ruas, cidades, e lugares. 
Nunca se é tão adulto para sonhar novamente aquele sonho da infância ou da adolescência.  Pare de achar que está velho para isso, poucas são as pessoas que pegam seu sonho e saem pelo mundo. Não seja aquela grande maioria que acha que isso é ultrapassado, mas se for, me perdoe. 
Mas como dizia, essa frase tem martelado em minha mente, quando surgir uma oportunidade irei, sozinha com Deus e meus sonhos para serem realizados. 

Quero poder ir a uma cidade, onde não conhecerei ninguém e perguntar a alguém que esteja passando na rua o que acha de mim, ou então poder conversar com o mendigo que é muitas vezes rejeitado pela população, ouvir o que ele tem para contar, essas pessoas tem muitas histórias e ensinamentos a serem dados. 
Quero sentar na praça de cada lugar e observar o quanto as pessoas são diferentes, nos seus passos desajeitados, apressados e em suas faces vazia, de sono, ou de muitas gargalhadas pela manhã, daqueles que sabem valorizar a vida e o sol que ali surgiu e está a brilhar. 
Quero andar sem rumo, me perder pelas ruas e encontrar a cada esquina uma nova oportunidade de encontrar o rumo certo, ou não, e se divertir de novo. 
Quero sentir o vento que sopra de diferentes formas, o céu estrelado de cada cidade, a natureza que está sempre comigo, não importa aonde eu vá.
Quero poder sentar na praça, almoçar e não se preocupar com o meu cabelo desarrumado ou a roupa que estou usando.
Quero conhecer lugares novos, comidas diferentes, sotaques, e claro ouvir o que as pessoas tem para dizer ao mundo, aprender. 
Sou livre, e falta pouco para que esse verbo, o " Querer" se torne o anuncio '' Estou indo, quer vir comigo?''


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

As estrelas no céu

Olhava para o céu. Admirava e se encantava com as estrelas, elas queriam sempre dizer algo, era preciso silenciar e observar a noite para compreender. As folhas das arvores balançavam com o vento que soprava lá fora, ela ouvia o barulho e ficava feliz e atenta. Gostava daquilo tudo. 
Um universo tão esplendido, tudo tão perfeitamente criado. Ela olhava para o céu e agradecia a Deus pela sua obra, ela sentia o sentimento que a criação passava, era difícil ter aquele olhar, as pessoas não se permitiam compreender a beleza que estava ao seu redor. 
Ela procurava entre aquela multidão as constelações, e logo vinha aquela memória da primeira vez que havia observado, estava na praia com uma amiga que conduzia com o dedo a constelação de Escorpião......Aquele céu também permitia a ela estar mais próxima de casa. Aquela nostalgia veio em seguida , quando olhava também as estrelas aos domingos pela noite na casa da sua mãe.
Ela se encontrava feliz!
Parou, suspirou.
Eduarda permanecia ali, e observava que aquele céu parecia estar tão próximo, as estrelas saltavam com o seu brilho. Um sorriso instantâneo surgia quando uma estrela cadente passava, aquilo fazia a lembrar das pessoas que a fazia rir, amigos engraçados e que ela tinha um grande carinho. Se Eduarda pudesse daria a cada estrela os nomes das pessoas mais importantes de sua vida, só para mostrar um pouco de seu amor por elas.  
Em um momento ela já se mantinha deitada e logo o sol nasceria, e a brilhar para iniciar um novo dia.
Por que não olhar o céu hoje pela noite? Sinta a natureza que nos envolve e nos cerca. Não deixe que sua origem se perca, somos todos do universo, fazemos parte dele.



domingo, 28 de setembro de 2014

Monólogo do Turbilhão

Faz de conta que ela não estava chorando por dentro, pois agora, mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado; ela saíra agora da voracidade de viver.                  Clarice Lispector

Ela se mantinha naquela sala escura a madrugada toda e já amanhecia, próxima da janela se encontrava onde o sol já batia e os pássaros lá fora assobiavam alegremente.
Ela se perguntava a todo momento o que devia fazer(?) Tudo que havia conseguido fazer até aquele momento era manter esse sentimento preso no coração..


Não consigo perdoa-lo tudo o que ele fez não saia de dentro de mim.É um sentimento horrível que mantenho aqui, talvez nunca tenha me sentido por tanto tempo assim com alguém que amo. Porque você fazia isso? Porque machuca as pessoas que amo? Um dia rimos juntos, você compartilhou suas experiências e me ensinou a andar, e agora o que estava fazendo? Está me perdendo.

Ela se mantinha naquele turbilhão de pensamentos, naquela sala, naquele quadrado...
Parava, e enquanto olhava pela janela, observava que o mundo lá fora permanecia vivo. Os pássaros voavam, o vento soprava e ela se mantinha lá dentro e não conseguia sair.
 Um momento ela se sentiu cansada, e seu corpo já não aguentava as horas mal dormidas, e acabou que adormecendo ali mesmo. O sol se mantinha lá fora brilhando, talvez quando ela acordasse resolvesse sair daquele lugar e ir em busca de ser mais feliz, ser grata a vida pelo que tinha conquistado até ali. Quando o despertador tocou, ela optou por dormir alguns minutos a mais.






sábado, 27 de setembro de 2014

domingo, 21 de setembro de 2014

O Seu sorriso


Assistindo um filme atentei para um dos personagens e uma das suas características marcantes, o seu sorriso. Mas continuando a assistir, analisava todo aquele garoto, algo me incomodava naquele sorriso, uma tontura e arrepio viam a todo instante. 
E parando um pouco aquela agonia, percebi que o motivo de tudo aquilo era porque me fazia lembrar o sorriso de uma pessoa. 
Sabe aquelas coisas da vida que ficam marcadas? Uma palavra, uma foto, um gesto ou um abraço? 
Aquele sorriso havia sido marcado em um rosto, de um garoto e que ao mesmo momento era de um homem. Que tinha uma barba mau feita, e que me incomodava...mas com aquele drama, me agarrava e me fazia desistir e me entregar nos seus braços. 
E olhando bem para sua boca, lábios carnudos e molhados, um sorriso inesperado surgia. E era único! Aquele sorriso que não era forçado, que me fazia ficar paralisada toda vez que o encontrava. Clamava para que se perdesse nos meus lábios, sim eu clamava. Guardei todos esse detalhes na memória, ou diria que minha memória não me deixará esquecer todos esses detalhes?
As pessoas que passam em nossas vidas acabam deixando de algum modo parte delas, sorrisos, olhares, palavras....É engraçado, assumo... 

Ps: para um velho amigo

sábado, 20 de setembro de 2014

''Escrever é tantas vezes lembra-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que nem ao menos sei? Assim: Como se me lembrasse. Como um esforço de "memória", como se nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.'''

Clarice Lispector
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